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Letras e História - Mil Palavras Árabes na Língua Portuguesa

-  História da formação das primeiras letras dos povos do Mundo Antigo: Sumérios, Assírios, Aramaicos, Babilônicos, Egípcios, Cananeus, Hebreus, Nabateus etc.
- Participação dos Cananeus (Fenícios) no aperfeiçoamento das letras e das escritas antigas. A divulgação e o ensinamento destes métodos aperfeiçoados para os gregos e os povos ao redor do Mediterrâneo.

-Evolução da língua árabe do Iêmen a Meca; da época pré- Islâmica ao surgimento do Alcorão; do califado de Damasco à época de ouro de Bagdá e de Córdoba na Andaluzia.

- As valiosas obras traduzidas e produzidas pelos árabes que iluminaram os caminhos da civilização e progresso universal.

- História dos árabes na Espanha e Portugal e a influência da literatura árabe nas obras dos pensadores europeus e na cultura ocidental em geral.

- Influência dos imigrantes árabes (Libaneses e Sírios) na literatura e cultura brasileira.

- Dicionário de mil palavras árabes na língua portuguesa e relatos históricos da penetração de diversas palavras árabes nos idiomas ocidentais.

 

Raízes Libanesas no Pará

A obra reitera a dedicação do autor à história do povo árabe e sua ligação com a terra paraense. Zaidan mora no Pará há 40 anos e durante dois anos sistematizou seus conhecimentos sobre a história do Líbano e os motivos que levaram vários libaneses a emigrarem para o Brasil, estabelecendo firme colônia no Pará. Atualmente, o estado possui 500 imigrantes que falam árabe e mais de 100 mil descendentes de libaneses.

O processo migratório teve início no século 18, mas se intensificou após a Guerra Civil de 1860. Em 1870, a vinda do povo árabe para o Brasil ganhou reforço graças à visita feita pelo então imperador D. Pedro II a países árabes, entre eles o Líbano. O imperador, que compreendia o idioma árabe, ganhou várias homenagens posteriores de poetas e famílias libanesas, textos que se encontram no Museu Imperial de Petrópolis.

O livro refaz o longo percurso histórico que antecedeu a chegada dos libaneses no Pará, a odisséia de sua chegada, os primeiros imigrantes e a miscigenação cultural com o povo brasileiro. O autor procura fazer uma relação das principais famílias que aqui se estabeleceram, as cidades escolhidas para fixar residência e as diversas áreas de atuação na sociedade paraense. Extração e beneficiamento da castanha, comércio, indústria, construção civil, educação, esportes, política, arte, cultura, jornalismo, entre outras áreas, são relacionadas na pesquisa.

Zaidan faz uma extensa lista das famílias procedentes de Beit Chabeb, a cidade que mais imigrantes enviou ao Pará, inclusive ele mesmo. Para citar exemplos, as famílias Bitar, Mokarzel, Darwich, Kahlife, Gassub, Srur, Ghanen, Mansur, entre outras, têm origens naquela cidade. Alguns nomes, no entanto, foram abrasileirados, caso da família Sales, originalmente Saleha.